E então, que quereis?

“Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.”
 

(Vladmir Maiakowski, 1927)

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Poesia em prosa

EMBRIAGAI-VOS

“É necessário estar sempre bêbado. Tudo se reduz a isso; eis o único problema. Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo, que vos abate e voz faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Contanto que vos embriagueis. E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder: – É a hora da embriaguez! Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor”. (Charles Baudelaire)

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Processo de verdade

Nosso mundo não é de maneira alguma tão “complexo” quanto querem aqueles que desejam garantir sua perpetuação. Ele é até, em suas grandes linhas, de uma perfeita simplicidade.

 Por um lado, há uma ampliação contínua dos automatismos do capital, o que é a realização de uma predição genial de Marx: o mundo enfim configurado, mas como mercado, como mercado mundial. Essa configuração faz prevalecer uma homogeneização abstrata. Tudo o que circula cai em uma unidade de conta e, inversamente, somente circula o que se deixa assim contar. Além disso, é essa norma que esclarece um paradoxo que poucos salientam: na hora da circulção generalizada e do fantasma da comunicação cultural instantânea, mutiplicam-se por toda parte as leis e os regulamentos para proibirem a circulação de pessoas. É assim que, na França, jamais houve tão poucos estrangeiros instalados como no último período! Livre circulação do que se deixa contar, sim, e em primeiro lugar dos capitais, do que é a conta da conta. Livre circualção da incontável infinidade que é uma vida humana singular, jamais! É que a abstração monetária capitalista é certamente uma singularidade, mas uma singularidade que não tem relação com nenhuma singularidade. Uma singularidade indiferente à persistente infinidade da existência, assim como ao devir das verdades pertinentes aos acontecimentos.

 Por outro lado, há um processo de fragmentação em identidades fechadas, e a ideologia culturalista e relativista que acompanha essa fragmentação.

 Esses dois processos são perfeitamente intricados. Pois cada identificação (criação ou bricolagem de identidade) cria uma figura que constitui matéria para seu investimento pelo mercado. Nada mais cativo, para o investimento mercantil, nada mais oferecido para a invenção de novas figuras da homogeneidade monetária, do que uma comunidade e seu ou seus territórios. É preciso a aparência de uma não equivalência para que a própria equivalência seja um processo. Que futuro inesgotável para os investimentos mercantis, tal qual o surgimento – em forma de comunidade reivindicativa e de pretensa singularidade cultural – das mulheres, dos homossexuais, dos deficientes, dos árabes! E as combinações infinitas de traços predicativos, que oportunidade! Os homossexuais negros, os sérvios inválidos, os católicos pedófilos, os islamitas moderados, os padres casados, os jovens executivos ecologistas, os desempregados submissos*, os jovens já velhos! Constantemente, uma imagem social autoriza produtos novos, revistas especializadas, centros comerciais adequados, rádios “livres”, redes publicitárias dirigidas a alvos específicos e, enfim, obstinados “programas de debates” nos horários de grande audiência. Deleuze dizia exatamente isto: a desterritorialização capitalista tem necessidade de uma constante reterritorialização. O capital exige, para que seu princípio de movimento torne homogêneo seu espaço de exercício, o permanente ressurgimento de identidades subjetivas e territoriais, as quais, aliás, reivindicam apenas o direito de serem expostas, da mesma maneira que as outras, às prerrogativas unifromes do mercado. Lógica capitalista do equivalente geral e lógica identitária e cultural das comunidades ou das minorias formam um conjunto articulado.

 Essa articulação é constrangedora em relação a qualquer processo de verdade. Ela é organicamente sem verdade.

 Por um lado, todo processo de verdade encontra-se em ruptura com o princípio axiomático que rege a situação e organiza suas séries repetitivas. Um processo de verdade interrompe a repetição e, portanto, não pode se sustentar da permanência abstrata de uma unidade de conta. Uma verdade é sempre, de acordo com a lei de conta dominante, subtraída da conta. Nenhuma verdade pode, por consequência, sustentar-se da expansão homogênea do capital.

 Mas, por outro lado, um processo de verdade não pode mais se ancorar no identitário. Pois, se é certo que toda verdade surge como singular, sua singularidade é imediatamente universalizável. A singularidade universalizável necessariamente entra em ruptura com a singularidade identitária.

 Que haja histórias emaranhadas, culturas diferentes e, de modo mais geral, diferenças já imensas em um único e “mesmo” indivíduo, que o mundo seja heterogêneo e que ele não deixe as pessoas, viverem, comerem, vestirem-se, imaginarem e amarem como elas querem, não é aí que está a questão, como os falsos ingênuos querem nos fazer crer. Essas evidências liberais não custam caro e gostaríamos apenas que aqueles que as proclamam não se mostrassem tão violentos quando aparece a menor tentativa mais ou menos séria de se distinguir de sua própria pequena diferença liberal. O cosmopolitismo contemporâneo é uma realidade salutar. Demanderemos somente que a visão de uma jovem que usa véu não coloque em transe seus defensores, o que tememos uma vez que eles não desejam, na realidade, mais do que um verdadeiro tecido de diferença instáveis, a ditadura uniforme do que acreditam ser a “modernidade”.

 A questão é saber o que as categorias identitárias e comunitaristas têm a ver com os processos de verdade, por exemplo, os processos políticos. Respondemos: essas categorias devem ser ausentadas do processo, sem o que nenhuma verdade tem a menor chance de estabelecer sua persistência e de acumular sua infinidade imanente. Aliás, sabemos que as políticas identitárias consequentes, como o nazismo, são guerreiras e criminosas. A ideia que se possa, mesmo sob a forma da identidade francesa “republicana”, manipular inocentemente essas categorias é inconsistente. Oscilaremos forçosamente entre o universal abstrato do capital e perseguições locais.

 O mundo contemporâneo é, assim, duplamente hostil aos procesos de verdade. O sintoma dessa hostilidade dá-se por superposições nominais: onde se deveria manter o nome de um procedimento de verdade, vem outro nome, que o recalca. O nome cultura vem obliterar o da arte. A palavra técnica oblitera a palavra ciência. A palavra gestão oblitera a palavra política. A palavra sexualidade oblitera o amor. O sistema cultura-técnica-gestão-sexualidade, que tem o imenso mérito de ser homogêneo no mercado e cujos termos, aliás, designam uma rubrica da apresentação mercantil, é a superposição nominal moderna do sistema arte-ciência-política-amor, que identifica tipologicamente os procedimentos de verdade. 

 Ora, a lógica identitária, ou minoritárias, longe de se voltar para uma apropriação dessa tipologia, propõe apenas uma variante da superposição nominal capitalista. Ela polemiza contra todo conceito genérico da arte e o substitui por sua própria conta pelo de cultura, concebido como cultura do grupo, amálgama subjetivo ou representativo de sua existência, cultura destinada a si e potencialmente não universalizável. Além disso, ela não hesita em enunciar que os elementos constitutivos dessa cultura são plenamente compreensíveis somente se pertencerem ao subconjunto considerado. Daí os enunciados catastróficos do gênero: somente um homossexual pode “compreender” o que significa ser homossexual, um árabe o que significa ser árabe etc. Se, como pensamos, somente as verdades (o pensamento) permitem distinguir o homem do animal humano que o subentende, não é exagerado dizer que esses enunciados “minoritários” são realmente bárbaros. No caso da ciência, o culturalismo promove a particularidade técnica dos subconjuntos à equivalência do pensamento científico, de modo que os antibióticos, o xamanismo, a imposição das mãos ou as tisanas relaxantes são uniformizados. No caso da política, a consideração de traços identitários encontra-se na base da determinação, seja ela estatal ou reivindicativa, e finalmente se trata de inscrever, pelo direito ou pela força bruta, uma gestão autoritária desses traços (nacionais, religiosos, sexuais etc.), considerados operadores políticos dominantes. E, enfim, no caso do amor, demanda-se simetricamente seja o direito genético de ver reconhecido como identidade minoritária esse ou aquele comportamento sexual específico, seja a volta pura e simples às concepções arcaicas, culturalmente estabelecidas, como a conjugabilidade estrita, o aprisionamento das mulheres etc. Os dois podem combinar perfeitramente, como na reividicação dos homossexuais relativas ao direito de unir o grande tradicionalismo do casamento e da família ou de vestir, com a benção do papa, os hábitos de monge.

 Os dois componentes do conjunto articulado (homogeineidade abstrata do capital e reivindicações identitárias) encomtram-se em uma relação espelhada e de diálogo. Quem pode pretender que seja evidente a superioridade do culto-competente-gerente-sexualmente-equilibrado? Mas quem defenderá o religioso-corrrompido-terrorista-polígamo? Ou celebrará o marginal-cultural-homeopata-midiático-transexual? Cada figura tira sua legitimidade tortuosa do descrédito do outro. Mas de qualquer maneira, cada um utiliza os recursos do outro, pois a transformação em argumentos publicitários  e imagens vendáveis das identidades comunitárias mais típicas e mais recentes corresponde à competência, constantemente afinada, dos mais fechados ou violentos grupos, para especular nos mercados financeiros ou para fomentar em grande escala o comércio de armas.

 Em ruptura com tudo isso (nem homogeneidade monetária, nem reivindicação identitária; nem universalidade abstrata do capital, nem particularidade dos interesses de um subconjunto), nossa questão formula-se claramente: quais são as condições de uma singularidade universal?

 *De acordo com Helena Hirata, “embora na França, existam diversas categorias institucionais de desempregados,‘chômeurs soumis’  [desempregados submissos] não consta na Anpe (Agence National pour l’Emploi). De maneira específica, existem desempregos que se sujeitam às injunções institucionais para ter direito ao seguro-desemprego e, de maneira geral, é possível pensar naqueles que se sujeitam à sua situação sem se revoltarem”.  Imagino que Alain badiou refira-se, aqui, aos primeiros. (N. T.)

 (Trecho do capítulo “Contemporaneidade de Paulo” presente no livro “São Paulo – A Fundação do Universalismo” do filósofo Alain Badiou)    

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Rio de Janeiro: beleza impura

“Eu poderia dizer que se trata da minha cidade, mas seria pouco: o Rio é o retrato mais forte da beleza impura. Fundada por portugueses, cresceu contra nós para se tornar aquilo que é – bela, cosmopolita, rica, miserável, canalha, bela, limpa, suja, romântica, erótica, festiva, melancólica. A corte portuguesa, fugitiva, emprestou-lhe poder; mas a graça, a beleza, a alegria e a malandrice, vieram depois, a com a imigração massiva, a misturança e o orgulho – ela é aquilo que nós poderíamos ter sido se não tivéssemos sido aquilo que fomos: uns aborrecidos.” (Francisco José Viegas, português, em seu blog Origem das Espécies)   

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Headbanger Metal Fest

Esse foi à primeira resenha que eu escrevi de um concerto de música (publicada originalmente num fórum de música no mês de Abril do ano de 2006):

Headbanger Metal Fest

Contrariando aquelas pessoas que insistem em afirmar que o cenário Heavy Metal do Rio de Janeiro está moribundo, cerca de 1.500 pessoas compareceram (números não oficiais, apenas uma estimativa minha) à casa de show Circo Voador para presenciar uma verdadeira noite de Heavy Metal.

Tendo como atrações os cariocas Reckoning, Kiko Loreiro (guitarrista do Angra) e Tribuzy. Mais os paulistanos do Dr. Sin.

O Show de Abertura

Infelizmente eu não pude presenciar o show da banda de abertura Reckoning, formada por Guilherme Sevens (Vocal), Carlos Saione (Guitarra), Felipe Bellard (guitarra), Paulo Doc Sands (baixo), Juninho Melo (bateria). Tendo pego apenas as últimas 2 músicas. Mas o que posso dizer sobre a banda é que as músicas funcionam bem ao vivo, também vale destacar a participação na última música do vocalista carioca Gus Monsanto que atualmente faz parte da banda francesa Adagio.

Kiko Loureiro

Um dos guitarristas de uma das mais importantes bandas (se não a mais importante) da história do Heavy Metal brasileiro mantém em paralelo às atividades da sua banda divulgando o álbum solo No Gravity. Quando os PAs começam a tocar a parte introdutória da música Pau-de-Arara as pessoas presentes (até então espalhadas pelo recinto) correm para ficarem mais perto do palco; logo no meio da fumaça surge o Guitar Hero e que também estava muito bem acompanhado pelo baixista Felipe Andreoli (também integrante do Angra) e pelo baterista Fernando Schaeffer (integrante da banda Pavilhão 9, ex-Korzus e Rodox).

Logo no início do show dava para perceber que o Kiko estava muito feliz de estar tocando, e apesar de ter fama de não ser simpático ele estava bastante comunicativo e sorridente. Um dos momentos mais engraçados do show foi quando ao introduzir a música Dillema ele perguntou que músicas as pessoas ainda não tinham escutado e queriam ouvir, e alguém na platéia gritou “Carry On” (provavelmente um dos maiores sucessos entre os fãs da banda Angra e um verdadeiro hino do Heavy Metal brasileiro) então Kiko respondeu: “quero pelo menos fazer um show na vida em que não tenha que tocar Carry On”. Também vale a pena comentar a excelente performance do baterista Fernando Schaeffer, que não só tocou de maneira ótima as músicas originalmente gravadas pelo baterista Mike Terrana (integrante da banda alemã Rage) como também fez um solo de bateria espetacular. Me atrevo a dizer que se tivesse sido ele o responsável pela gravação do álbum solo do Kiko as gravações teriam tido uma qualidade ainda maior do que já tem nas versões registradas no álbum.

E o que falar da performance do grande Kiko Loureiro? Simplesmente fantástica!!!! O sujeito além de tocar com perfeição improvisou vários solos, sem, no entanto, cair numa chatice ou masturbação instrumental. Muito pelo contrário, Kiko tem a capacidade de compor e de tocar músicas instrumentais que além de agradar músicos, também consegue agradar aqueles que só querem ouvir uma boa música.

Minhas únicas reclamações em relação ao show ficam por conta da pouca duração e pelo fato de Felipe Andreoli ter ficado apagado durante o show. Longe de ter tocado mal, mas quem conhece o trabalho dele com as bandas Angra e Karma sabe do que ele é capaz.

Tribuzy

Para quem nunca ouviu falar do vocalista Renato Tribuzy aqui vai um rápido resumo de sua biografia: Renato foi membro fundador da banda Thoten que lançou no ano de 2001, o álbum Beyond The Tomorrow, que teve uma excelente repercussão na mídia especializada brasileira e que colocou a banda carioca como uma das maiores promessas do Heavy Metal brasileiro. Mas, por divergências com os outros integrantes, e para se dedicarem a outros projetos Renato Tribuzy e Frank Schieber (guitarrista) saem da banda. Renato através de muito esforço conseguiu juntar vários músicos de peso para participar de seu primeiro álbum solo que contou com a participação de Roland Grapow (guitarrista do Masterplan, ex-Helloween, que faz os solos de guitarra nas faixas Absolution e Web Of Life), Bruce Dickinson (que canta junto com Tribuzy na faixa Beast In The Light), Mat Sinner (vocalista e baixista da banda Sinner e baixista da banda Primal Fear, que canta na faixa Nature Of Evil), Ralf Scheepers (vocalista da banda Primal Fear, ex-Gamma Ray que faz backing vocals na faixa Nature Of Evil), Michael Kiske (vocalista da banda/projeto Place Vendome, ex-Supared e Helloween, que canta na faixa Absolution), Roy Z (guitarrista da banda solo de Bruce Dickinson, que faz solo de guitarra na faixa Beast In The Light) e Dennis Ward (baixista da banda Pink Cream 69 e que gravou o baixo da faixa Nature Of Evil). Além desses ilustres convidados, o álbum Execution conta com as guitarras base gravadas pelo carioca Gustavo Silvera (integrante da banda Nordheim), solos de guitarra por Kiko Loureiro, baixo gravado por Chris Dale (baixista da banda solo do Bruce Dicknson), bateria gravada por Marcos Barzo (da banda Thoten) e teclados por Sidney Sohn (teclado e assim como Renato e Frank é um ex-Thoten). O resultado de todo esse esforço e de músicas da mais alta qualidade e uma boa divulgação, não poderia ser outro senão um grande sucesso. O álbum tem sido muito bem recebido pelos críticos e pelo público em países como Brasil, Argentina, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Japão etc…

E é aqui nesse ponto que nos encontramos. Vale ressaltar que nenhum dos que gravou o álbum Execution faz parte atualmente da banda Tribuzy. Atualmente a banda é completada além do Renato por Frank Scheiber (guitarra), Flavio Pascarillo (bateria), Ivan Guilhon (baixo), Sidney Sohn (teclado) e Eduardo Fernandez (guitarra). O detalhe interessante é que Flavio, Ivan e Eduardo são todos integrantes da banda Nordheim. Basicamente hoje, a banda Tribuzy é uma junção de ex-integrantes da banda Thoten e de integrantes da banda Nordheim.

Uma série de barulhos de tiros e explosões que saem dos PAs é um aviso de que o show vai começar e as pessoas começam a se aglomerar na frente do palco, então a banda manda de cara a música Execution. E logo deu para perceber o porque da banda em tão pouco tempo conseguir tanto prestígio para si: Renato simplesmente canta ao vivo de maneira igual ao que ele grava em estúdio, além de ter uma boa presença de palco, e os outros integrantes da banda não deixam em nada a desejar em relação aos músicos que gravaram o álbum. O destaque vai com certeza para o baixista Ivan, que tem uma performance de palco simplesmente insana.

É impressionante ver como grande parte do público já sabe de cor várias das músicas da banda. O show ia correndo de uma maneira extremamente positiva com uma platéia animada e participativa, e com uma banda afiada. Devo destacar um momento engraçado quando entre 2 músicas a banda teve que esperar porque Frank estava com dificuldade para conectar a nova guitarra que ele tinha pego, então Tribuzy falou com todo o duplo sentido: “algumas pessoas tem dificuldade de acertar o buraco no escuro”. Já para o final do show Kiko apareceu para tocar junto com a banda e com três guitarristas tocando juntos eles mandaram Nature Of Evil (cover da banda Sinner), e depois a música Bring Your Daughter To The Slaughter (cover do Iron Mainden) que fez todo o público berrar o refrão da música junto com o Tribuzy.

Foi com certeza um grande show, e já se pode afirmar que a banda Tribuzy é uma promessa que está se transformando em realidade, e que provavelmente irá se firmar como um dos nomes mais importantes da cena Metal brasileira.

Dr. Sin

O Power Trio de Hard Rock Dr. Sin, formado por Eduardo Ardanuy (guitarra), . Andria Busic (Vocal/Baixo) e Ivan Busic (Bateria/vocal), é provavelmente uma das bandas mais injustiçadas da história do rock brasileiro, mesmo tendo conseguido formar com o tempo um público fiel nunca conseguiu atingir um mesmo nível de popularidade de bandas como Sepultura, Angra, Shaaman ou Krisiun, mesmo que ao longo desses mais de 10 anos de carreira a banda tenha gravado excelentes álbuns e feito turnês com freqüência. Atualmente a banda está divulgando o álbum Listen To The Doctors, que tem uma proposta muito interessante, que é a de gravar versões de músicas de outras bandas que tenham a palavra “doctor” no nome.

E foi exatamente com um cover presente no álbum que a banda começou o show, trata-se de Calling Doctor Love (música originalmente gravada pela banda Kiss). Eu particularmente nem gosto da versão original da música (que me desculpem os fãs do Kiss), mas devo dizer que a versão feita pelo Dr. Sin ficou de arrasar e ainda teve uma participação excelente da platéia especialmente no refrão. Mas o show pegou fogo mesmo com a incrível performance da banda para a música seguinte, trata-se da pesada Fire, que além ter excelente vocal de Andria, também manteve a interação do publico, que cantou o refrão como se a vida deles dependesse disso.

E conforme o show prosseguiu o Dr. Sin fez questão de exteriorizar a felicidade deles de estarem tocando novamente no Rio de Janeiro, e que amam o público daqui. O público carioca por sua vez fez questão de demonstrar que o sentimento era recíproco.

Ao longo do show todos os integrantes da banda tiveram chance de mostrar seus talentos como instrumentistas, e a banda conseguiu manter intacta a fama de ser formada por músicos virtuosos, mas que não deixam de fazer músicas empolgantes. Também é merecedor de elogios o tecladista Rodrigo Simão, que não só cumpriu sua função como músico de apoio mas também demonstrou ser um tecladista fantástico.

Mas provavelmente o momento mais marcante do show foi quando Andria estava para apresentar o maior sucesso deles (a música Mulher, Futebol e Rock’n Roll), e começou a puxar assunto sobre futebol, perguntando sobre qual era o time das pessoas na platéia (basicamente as respostas eram Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo), mas depois ele começou a perguntar sobre possíveis torcedores na platéia de times paulistanos, como ele mesmo reparou que não ia ter qualquer apoio falou: “nem fudendo né”? E quando falou que o melhor time brasileiro é o Corinthians ele logo pediu para não ser morto por isso. Quando a música começou a rolar o que se viu foi a maior participação da platéia no evento (demonstrando que de fato essa música goza de uma popularidade enorme entre o público). Também vale destaque para uma brincadeira que Andria resolveu fazer no meio da música, na parte em que se canta “etaetaeta, brasileiro gosta é de boceta”, uma brincadeira e falou: “já fui chamado de machista 3 vezes hoje por causa dessa música, por isso vou dar uma chance para as mulheres: etaetaeta brasileira gosta de …”, mas acontece que a parte feminina deixou o cara na mão, então Andria falou: “rapazes, como essas mulheres não querem nada então vamos cantar: etaetaeta, brasileira gosta é de… DINHEIRO” (momento esse que teve uma alta participação masculina).

Com o fim da música teve fim uma excelente noite de Heavy Metal. Da performance do Dr. Sin só se teve a lamentar uma duração curta demais para tocarem tudo aquilo que o publico esperava. Acabaram por não tocar quase nada do novo álbum. Além da primeira música que abriu o show apenas Dr. Rock (cover do Motorhead) foi tocada. Mesmo assim foi uma grande performance.

Considerações finais sobre o evento

A iniciativa da loja Headbanger de ter produzido um show só com nomes nacionais é dos mais louváveis. Os próprios artistas participantes do evento gostaram de realçar o agradecimento deles a coragem e iniciativa da Headbanger. Também merece atenção o fato do público comparecer em peso mesmo tendo a concorrência do show da banda alemã Destruction que ira ocorrer aqui no Rio brevemente (ou já ocorreu, sei lá). E pelo fato do evento ocorrer numa véspera de feriado.

E que venha mais shows por aí!

Colaborou para esse review: Thiago Oldrini.

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Errata: o publico pagante do show foi de 750 pessoas segundo o review do site Whiplash. O que demonstra que eu sou péssimo para fazer estimativas de quantidade de pessoas. Para quem quiser ler o review (que dá informações complementares em relação ao show) colocado no Whiplash aqui vai o link.

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Mais uma vez Pessoa

Poema em linha reta

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

[538]

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

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A Ética de José Serra‏

    Confira a relação dos numerosos casos de corrupção no governo do Estado de SP, durante as gestões de Geraldo Alckmin e José Serra, divulgados pela própria mídia que os apoia, com os links de notícias que comprovam as informações (vale a pena ver até o final). Por mais que quisessem, era impossível abafá-los: em alguns casos, houve até repercussão internacional como nos casos da Alstom e Siemens. 

    CORRUPÇÃO TUCANA

    A chamada “grande imprensa” não cumpre o seu papel de fiscalizadora do poder público estadual com o mesmo zelo que cumpre junto ao governo federal.

    De forma geral, as denúncias de corrupção são noticiadas pela imprensa de forma pulverizada, sem nenhum destaque e nenhuma continuidade na apuração dos fatos.

    Algumas pequenas reportagens se limitam a páginas internas dos cadernos de política dos principais jornais e revistas, sendo que o assunto é tratado de forma superficial e, invariavelmente, “some” da cobertura jornalística em poucos dias.

    Esta forma de cobertura jornalística, nitidamente, responde apenas a disputas, chantagens e intrigas de grupos políticos rivais alojados dentro do governo do estado (serristas e alckmistas).

    Por tudo isso, estaremos recapitulando alguns dos casos mais importantes de denúncias de corrupção no governo do Estado de SP relatados pela “grande imprensa” de forma pulverizada.

    Na maioria dos casos, uma investigação mais profunda ainda está pendente.

    Caso Alstom:

    - O grupo Alstom é uma empresa multinacional francesa que fornece trens, material ferroviário e equipamentos para sistemas de energia (turbinas);

    - O grupo Alstom tem 237 contratos com o governo paulista de 1989 a 2009, no valor total de R$ 10,6 bilhões.

    - O Ministério Público da Suíça descobriu o pagamento de propinas do grupo Alstom para funcionários públicos do Governo Paulista.

    - O percentual médio da propina era de 8% sobre o valor dos contratos. Isso representa algo em torno de R$ 848 milhões.

    - Esses pagamentos foram para “comprar” licitações e prolongar contratos de forma irregular, muitos por mais de 20 anos.

    - Principais envolvidos:

    Jorge Fagali Neto: ex- secretário de Transporte do governo paulista e irmão do atual presidente do METRÔ no governo Serra. O Ministério Público suíço bloqueou uma de suas contas no exterior no valor de US$ 7,5 milhões;

    Robson Marinho: ex- chefe da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo;

    Luiz Carlos Frayze David: ex-presidente do METRÔ de SP, foi um dos acusados pelo acidente na linha 4 do Metrô. É conselheiro da DERSA, responsável pelo “rouboanel”. Na sua gestão no DER e no METRÔ, acumulou contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas no valor de R$ 510 milhões;

    Benedito Dantas Chiarardia: ex-diretor da DERSA. Envolvido em vários contratos irregulares na CPTM e outras secretarias no valor de R$ 325 milhões;

    Tião Faria: ex- secretário particular de Mário Covas e ex-vereador pelo PSDB na cidade de São Paulo;

    José Luiz Alquéres: ex- presidente da Alstom. Preside atualmente a Light do Rio de Janeiro;

    José Sidnei Colombo Martini: presidente da CTEEP (Companhia Paulista de Transmissão de Energia Elétrica), antes e depois da privatização.

    10/08/2009
    MP quer bloquear novos bens de conselheiro do TCE-SP
    O Ministério Público de São Paulo planeja pedir extensão do bloqueio de bens do conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para todo o território nacional. Na semana passada, a Justiça paulista ordenou o arresto de ?bens e importâncias em nome ou benefício de Marinho existentes na Suíça?. O bloqueio do patrimônio do conselheiro do TCE no Brasil será pedido tão logo a Suíça envie documentos relativos à conta em instituição financeira de Genebra na qual ele teria quantia superior a US$ 1 milhão – o que Marinho nega categoricamente
    http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac416359,0.htm

    19/11/2008
    MP abre 29 ações para apurar propina da Alstom em SP
    http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac280044,0.htm

    04/07/2008
    Caso Alstom: investigado fez doação a ex-secretário
    http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac200536,0.htm

    01/07/2008
    Offshore foi aberta a pedido da Alstom, afirma francês
    http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac198612,0.htm

    31/05/2008
    Serra descarta investigação em caso Alstom; e Alckmin se cala.
    O governador José Serra (PSDB) descartou ontem abrir uma investigação sobre supostas irregularidades envolvendo os contratos da multinacional francesa Alstom com o governo paulista. “

Serra disse não ter conhecimento dos documentos suíços. “Soube pelo jornal”, afirmou, em referência à reportagem de “O Estado de S. Paulo”.
Ele disse ainda que o governo vai ajudar nas investigações, se for solicitado. “Estamos à disposição das autoridades para os esclarecimentos que forem necessários”, afirmou ele
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u407372.shtml

26/06/2008
Suspeito no caso Alstom omite participação em empresa
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac196141,0.htm

20/06/2008
Propina iria para ”partido no poder”
Memorando de executivo da Alstom, de setembro de 1997, aponta também para TCE e Secretaria de Energia
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080620/not_imp192836,0.php

18/06/2008
MP investiga lobista ligado a ex-ministro no caso Alstom
O Ministério Público abriu nova frente na investigação sobre a suposta propina paga pela Alstom, multinacional francesa do ramo de energia e transporte, a integrantes do governo paulista e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Trata-se do empresário José Amaro Pinto Ramos, por causa de sua grande proximidade com políticos do PSDB e seu trabalho de lobby a favor de empresas do setor energético e de transporte sobre trilhos, principalmente para estatais em todo o País. São os contratos da Alstom nessas áreas que estão sob análise de autoridades brasileiros e suíças
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac191667,0.htm

14/09/2008
Ex-executivo da Alstom teria confirmado pagamento de propina
Preso na Suíça, ex-executivo teria confirmado pagamento de propina a funcionários públicos no Brasil
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac241672,0.htm

10/09/2008
Investigação liga executivos da Alstom a propina
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac239242,0.htm

31/07/2008
Justiça investiga contrato do Metrô-SP com a Alstom
O maior contrato conquistado pela Alstom para fazer modernização de sistemas de sinalização e telecomunicações, assinado no dia 4 de julho com o Metrô de São Paulo, corre o risco de ser cancelado pela Justiça. A assinatura do documento de R$ 712,3 milhões ($280 milhões) ocorreu em meio a processo investigativo que envolve autoridades do Brasil, da Suíça e da França. A multinacional francesa é acusada de ter organizado esquema de corrupção para conseguir contratos públicos no Brasil entre 1995 e 2003.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac215077,0.htm

04/07/2008
Alstom fecha contrato de 280 mi de euros com Metrô-SP
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac200831,0.htm

01/07/2008
Contrato, mesmo sem licitação, ficou válido por 26 anos
O contrato Gisel (Grupo Industrial para o Sistema da Eletropaulo) foi conquistado em 1983 pelo consórcio formado pela Alstom, Cegelec, ABB e Lorenzetti. Continuou a ser utilizado até 2006
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080701/not_imp198535,0.php

24/06/2008
Alstom girou US$ 31 mi em propina, diz auditoria
Parte desse dinheiro teria ido para integrantes do PSDB de São Paulo entre 1995 e 2003
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080624/not_imp194751,0.php

06/06/2008
Voto de Marinho beneficiou Alstom
Conselheiro do TCE derrubou parecer que considerava ilegal reajuste de contrato entre grupo francês e Eletropaulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080606/not_imp184955,0.php

05/06/2008
Alstom: conselheiro do TCE aprovou aditivo em 3 meses
A análise favorável de um contrato entre a Eletropaulo e a Alstom, em 2001, ganhou fama de ser uma das mais rápidas e o processo mais fino da história do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo. Normalmente, um processo de contratação demora, no mínimo, cinco anos para tramitar. Mas esse contrato para refazer o seguro de equipamentos com dispensa de licitação recebeu parecer favorável do conselheiro Robson Marinho em menos de três meses. Na época, os valores eram de R$ 4,8 milhões – atualizados para hoje, praticamente dobram.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac184348,0.htm

03/06/2008
Conselheiro do TCE foi à Copa da França bancado pela Alstom
Robson Marinho, ex-secretário do governo Covas, deu parecer no tribunal sobre contratos que envolviam empresa
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080603/not_imp182925,0.php

03/06/2008
Dono de empresa era secretário de tucano
Ex-secretário de Obras de Robson Marinho quando prefeito de São José dos Campos – em meados da década de 1980 -, Sabino Indelicato aparece nos documentos do Ministério Público da Suíça como dono de uma empresa que teria recebido parte do dinheiro das comissões pagas pelas empresas do grupo Alstom a brasileiros. Trata-se da Acqua Lux, Engenharia e Empreendimentos, localizada na cidade de Monteiro Lobato, de 3,7 mil habitantes, a 28 quilômetros de São José dos Campos
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080603/not_imp182929,0.php

31/05/2008
Offshore MCA concentrou 50% das propinas para tucanos, diz Suíça
Relatório indica que Alstom pagou comissão de 15% para obter contrato com Eletropaulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080531/not_imp181642,0.php

31/05/2008
Lei francesa permitia comissões
Uma lei francesa vigente até julho de 2000 permitia que empresas pagassem comissões a funcionários públicos estrangeiros como benefício para a conquista de contratos. A legislação previa até dedução do Imposto de Renda. Em 1997, a Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), sugeriu que os países que a integram eliminassem essa prática.
Três anos depois, a França tornou ilegal o pagamento de suborno a autoridades estrangeiras
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080531/not_imp181619,0.php

31/05/2008
Esquema passava por empresas subcontratadas
Ex-funcionários contam caminho para pagamentos
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080531/not_imp181618,0.php

30/05/2008
Alstom teria pago propina a tucanos usando offshores
Seis empresas offshore, duas das quais controladas por brasileiros, teriam sido utilizadas pela multinacional francesa Alstom para supostamente repassar propinas a autoridades e políticos paulistas entre 1998 e 2001. Os pagamentos seriam feitos com base em trabalhos de consultoria de fachada.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac181222,0.htm

22/05/2008
Depoimentos reforçam elo entre caso Alstom e Brasil
A Justiça da Suíça tomou novos depoimentos que reforçaram evidências de um elo entre as suspeitas de corrupção da Alstom e eventuais esquemas de pagamentos de propinas no Brasil. Nos últimos dias, o Ministério Público em Berna ouviu uma série de pessoas que confirmaram a existência do esquema e decidiu pedir oficialmente colaboração da Justiça brasileira para investigar o caso e ampliar a devassa nos contratos da empresa francesa
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac176595,0.htm

19/05/2008
Caso Alstom entra no jogo de batalhas políticas do País, diz WSJ
Jornal diz que investigação envolvendo a empresa francesa tornou-se o foco das campanhas eleitorais de 2008
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac174989,0.htm

16/05/2008
MPF em SP também vai investigar caso Alstom
O caso Alstom também será alvo de investigação no Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo. O objetivo do procurador do MPF Rodrigo de Grandis, designado para este trabalho, é saber se a empresa de engenharia francesa cometeu os crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro no Brasil. A Alstom já vem sendo alvo de investigação por parte de autoridades da França e Suíça e do Ministério Público Estadual de São Paulo, por suspeição de pagamento de propina para vencer licitações de compra de equipamentos para obras de expansão do Metrô paulista nos anos de 1995 a 2003.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac173938,0.htm

16/05/2008
Alstom vira parte em inquérito na Europa que apura propina
Empresa diz que entrada na investigação das denúncias permite ao grupo francês ter acesso à documentação
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco173785,0.htm

06/05/2008
Suíça investiga propina da Alstom em contratos no Brasil
Gigante de engenharia francesa teria pago US$ 6,8 milhões em propina para obter contrato em metrô de SP
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco168033,0.htm

Caso Siemens

- A Siemens é uma empresa multinacional alemã que, entre outras atividades, fabrica e reforma trens e outros equipamentos.

- Esta empresa firmou 122 contratos com o governo do Estado de SP, no valor total de R$ 3 bilhões, durante o período 1995 a 2003.

- Neste período, a Siemens também pagou propinas aos governos Covas e Alckmin, atuando junto com o grupo Alstom.

- O principal contrato se refere a linha da CPTM entre Capão Redondo e Largo Treze, construída entre 2001 e 2005. O valor da obra foi de quase R$ 1 bilhão, recebido pelo consórcio formado pela Alstom e pela Siemens. O valor da propina paga chegou a R$ 80 milhões (8% do valor da obra). O MP Estadual e Federal possui cópia dos contratos entre as operadoras no Uruguai que intermediavam o pagamento da propina para os gestores públicos.

- Estes pagamentos foram realizados através das operadoras Leraway Consulting S/A (Procint projetos e consultoria internacional) e Gantown Consulting S/A (Constech Assessoria e Consultoria Internacional Ltda).

- Essas empresas doaram para a campanha de Alckmin e acompanharam a licitação da Parceria Público Privada da Linha 4 do Metrô de SP.

Ministério Público investiga contratos da Siemens no País
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081218/not_imp295724,0.php

Promotoria apura contratos com governo de SP
http://txt4.jt.com.br/editorias/2008/12/18/pol-1.94.9.20081218.1.1.xml

Alemanha pode colaborar com apuração sobre Siemens
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL927515-5601,00-ALEMANHA+PODE+COLABORAR+COM+APURACAO+SOBRE+SIEMENS.html

Siemens nega qualquer ação de suborno no País
http://txt4.jt.com.br/editorias/2008/12/18/pol-1.94.9.20081218.2.1.xml

Bloqueando as investigações do Ministério Público

(Caso CDHU)
De 1998 a 2009, mais de 3 mil contratos julgados irregulares pelo TCE foram arquivados na Assembléia Legislativa pela base governista, não sendo enviados ao Ministério Público do Estado, que deveria processar os envolvidos e recuperar os recursos para os cofres públicos.

A maior parte destes recursos já não pode mais ser recuperada devido ao “engavetamento” das apurações. O valor total destes contratos irregulares chega a R$ 13,5 bilhões. Grande parte destes contratos irregulares foram firmados através da CDHU, do DER e da DERSA, empresas estaduais.

Diversas empresas privadas que firmaram contratos irregulares com o Estado financiaram as campanhas de Geraldo Alckmin ao governo paulista e a presidência de Republica. Estes contratos chegavam a aproximadamente R$ 800 milhões.

Na CDHU, especialmente nas gestões Goro Hama, Emanuel Fernandes e Barjas Negri, encontramos 631 contratos irregulares, no valor total de R$ 5,6 bilhões. No DER, são 274 contratos irregulares, no valor total de R$ 2,4 bilhões. No DERSA, foram 67 contratos, no valor de R$ 1,65 bilhão. No Metrô, foram 113 contratos irregulares no valor total de R$ 1,23 bilhão.

Justiça determina quebra de sigilo fiscal de filho de Covas
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u464312.shtml

Ex-presidente da CDHU é condenado por enriquecimento ilícito.
http://www.conjur.com.br/2006-mar-22/goro_hama_condenado_enriquecimento_ilicito

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u40588.shtml

Caso Operação Castelo de Areia (caixa 2 tucano)

- A Polícia Federal, através da operação Castelo de Areia, descobriu um esquema de pagamento de propinas a partidos, governos e parlamentares para a aprovação e execução de obras públicas, privatizações e outras operações, principalmente no Estado de São Paulo. O esquema seria gerenciado pela construtora Camargo Correia.

- As planilhas encontradas na construtora revelam que, no auge das privatizações, entre 1995 a 1998, a Camargo Corrêa pagou a políticos dos governos FHC, Covas e Maluf a quantia de R$ 538 milhões.

- As planilhas da operação Castelo de Areia revelam também os seguintes pagamentos de propinas:

- Para Delson José Amador, diretor de engenharia da CESP, que recebeu R$ 2,8 milhões (aproximadamente R$ 7,8 milhões em valores atualizados) entre 1997 e 1998. Atualmente ele é diretor presidente da DERSA e do DER, sendo ‘responsável’ por investimentos de mais R$ 11 bilhões (entre 2009 e 2010)

- Para Paulo Vieira de Souza (Paulo Preto), responsável pela construção do Rodoanel (trecho sul), que recebeu mais de R$ 2 milhões em propinas. Reportagens da imprensa revelam que ele teria ainda desviado mais de R$ 4 milhões da campanha de Serra, sendo também apresentado como pessoa de confiança do candidato ao senado pelo PSDB, Aloysio Nunes.

- Para Walter Feldman, deputado federal pelo PSDB, recebeu R$ 120 mil.

- Para Arnaldo Madeira, secretario da Casa Civil do governo Alckmin e Deputado Federal pelo PSDB, recebeu R$ 215 mil, entre março e abril de 2006.

- Para “Palácio dos Bandeirantes” aparece citação de R$ 45 mil.

- Para Sergio Correia Brasil, diretor do Metrô, recebeu pelo menos R$ 170 mil.

- Para Luiz Carlos Frayze David, sendo ao mesmo tampo réu no processo que pede o ressarcimento de R$ 240 milhões aos cofres públicos, como indenização pela cratera aberta no Metrô de SP em 2007.

Época – 09/12/2009
Castelo de Areia atinge Arruda, secretário de Kassab, dois vereadores paulistanos e um deputado federal
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI109592-15223,00-CASTELO+DE+AREIA+ATINGE+ARRUDA+E+SECRETARIO+DE+KASSAB.html

Saiba mais sobre a Operação Castelo de Areia:

» Filho de ministro de TCU foi intermediário de doações da Camargo Corrêa
»Grampo cita doação de R$ 100 mil a Mendonça Filho (DEM-PE). PMDB teria recebido R$ 300 mil “por fora”
»Camargo Corrêa ajudou Agripino Maia
»Partidos e Fiesp nos papéis da Camargo Corrêa
»Lavagem, doações ilegais a políticos, superfaturamento…
»Um castelo de areia movediça?

Época – 20/12/2009
Os campeões das planilhas (das propinas pagas pela Camargo Corrêa)
Na lista apreendida pela PF na Camargo Corrêa, há dois nomes, entre vários outros citados, que aparecem ligados aos valores mais altos no período de 1995 a 1998.
Benedito Carraro, diretor de planejamento e engenharia da Eletrobrás entre 1995 e 1998, na gestão FHC, ocupa hoje a presidência da Companhia Energética de Brasília (CEB), por nomeação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM). No somatório das planilhas, Benedito Carraro teria recebido US$ 2,5 milhões, que correspondem a R$ 3,2 milhões;
Delson José Amador, diretor de engenharia e planejamento da Cesp entre 1997 e 1999, ex-secretário de Subprefeituras no Município de São Paulo durante as administrações de José Serra e Gilberto Kassab, acumula atualmente a presidência do Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) e a superintendência do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em São Paulo, por indicação do governador José Serra, teria recebido US$ 2,3 milhões (R$ 2,8 milhões.)
Clique aqui para conhecer mais detalhes desta reportagem.
Veja Online – 14/05/2010 – Sexta-feira
O ‘homem-bomba’ do tucano Aloysio Nunes
Obs: Com o intutio de minimizar os efeitos da reportagem da revista Época, que circularia no dia seguinte, sábado, 15/5, Serra avalizou a publicação do sítio da Veja, funcionando como uma vacina em relação à publicação da revista Época.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/homem-bomba-tucano-aloysio-nunes-559591.shtml

Revista Época – 15/05/2010
Apurações da Polícia Federal, constantes no Relatório Final sobre a Operação Castelo de Areia, apontam indícios de pagamentos de propinas pela Camargo Corrêa para tucanos de alta plumagem e fiéis escudeiros de Serra e Alckmin.
Entre vários funcionários dos governos do PSDB em São Paulo que receberam propina, são mencionados nesta reportagem (abaixo reproduzida), as seguintes pessoas:

Arnaldo Madeira, deputado federal Arnaldo Madeira (PSDB-SP), que foi chefe da Casa Civil do governo de São Paulo durante a gestão de Geraldo Alckmin;
Luiz Carlos Frayze David, ex-presidente do Metrô de SP;
Paulo Vieira de Souza, ou simplesmente “Paulo Preto, diretor do Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), o órgão responsável pelo Rodoanel, exonerado no início de abril deste ano.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI140500-15223,00-ECOS+DO+BURACO+TUCANO.html

Jornal da Record – 21/05/2010
Construtora Camargo Corrêa é acusada de pagar propina a autoridades que se disfarçavam com nomes de bichos
Nomes de bichos constam no relatório final de uma operação da polícia, que investigava a remessa ilegal de dólares para o exterior. E acabou em uma das maiores empreiteiras do Brasil. Os nomes de bichos eram usados para esconder a verdadeira identidade de autoridades acusadas de receber propina para favorecer os negócios da empreiteira
http://noticias.r7.com/videos/construtora-e-acusada-de-pagar-propina-a-autoridades-que-se-disfarcavam-com-nomes-de-bichos/idmedia/f1fcf5f2ad3bf25695486b48a3077259.html

http://www.youtube.com/watch?v=YlCEtw8qnSc&feature=player_embedded

Demitido o responsável pela obra do Rodoanel
http://blogs.estadao.com.br/eduardo-reina/2010/04/16/demitido-responsavel-pela-obra-do-rodoanel/

Jornal da Record – 22/05/2010
2ª reportagem – Operação Castelo de Areia revela como funcionava o esquema de doações para políticos
Após mostrar como a operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, chegou ao caixa dois da construtora Camargo Corrêa. O Jornal da Record revela como funcionava o esquema de doações da construtora para campanhas políticas.
http://noticias.r7.com/videos/operacao-castelo-de-areia-revela-como-funcionava-o-esquema-de-doacoes-para-politicos/idmedia/392a9c7c2cb4d1d1199b2dc8acaab799.html

IstoÉ – 13/08/2010
Um tucano bom de bico levou, pelo menos, R$ 4 milhões do caixa 2 do PSDB
Quem é e como agia o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha.
Até abril deste ano, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo. Ele atuou como diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias do País, entre elas o Rodoanel, empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido. No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato, determina quanto a ser pago às construtoras e quando.
O eventual prejuízo provocado por Paulo Preto pode não se resumir ao caixa da campanha. Um dos desafios imediatos da cúpula tucana é evitar que haja também uma debandada de aliados políticos, que pressionam o comando da campanha em busca de recursos para candidaturas regionais e proporcionais. Além disso, é preciso reconquistar a confiança de eventuais doadores, que se tornarão mais reticentes diante dos arrecadadores do partido.
Leia a íntegra da matéria e a entrevista exclusiva de Paulo Preto à IstoÉ
http://www.istoe.com.br/reportagens/95231_UM+TUCANO+BOM+DE+BICO

Caso Nossa Caixa

- Durante o governo Alckmin (entre 2003 e 2005), o banco estadual Nossa Caixa efetuou gastos com agências de publicidade no valor de R$ 45 milhões sem que os contratos estivessem assinados.Em valores atualizados, estas despesas sem contrato chegam a R$ 90 milhões.

- Mais ainda, denúncias apontaram que deputados da base aliada do governo tucano teriam sido beneficiados na distribuição de recursos para publicidade da Nossa Caixa.

- O Ministério Público Paulista apresentou denúncia e restituição aos cofres públicos de R$ 148 milhões (através de ação distribuída à 12ª. Vara da Fazenda Pública) .

- Principais envolvidos:

Roger Ferreira: assessor especial de Comunicação do governo Alckmin, atuou nas equipes de marketing das campanhas presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e José Serra, chefe da Assessoria de Comunicação da Caixa Econômica Federal, entre 1999 e 2002, assessor de comunicação na Nossa Caixa.

Valdery Frota de Albuquerque: presidente do banco Nossa Caixa à época dos fatos;

Waldin Rosa de Lima: assessor informal da presidência;

Carlos Eduardo da Silva Monteiro: ex-diretor jurídico e ex-presidente;

Jaime de Castro Junior: ex-gerente de marketing do banco;

Empresas de propaganda: Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda., Colucci & Associados Propaganda Ltda.

Banco estatal beneficiou aliados de Alckmin
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u76962.shtml

Sob Alckmin, Nossa Caixa abrigou suspeitos de fraude.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u77772.shtml

Promotoria move ação contra 4 ex-diretores da Nossa Caixa
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u546490.shtml
Demitido em escândalo da Nossa Caixa volta ao governo de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90983.shtml

Caso UNIEMP

- O Instituto Uniemp é uma ONG formada pelo ex-reitor da Unicamp Carlos Vogt, atual secretário estadual de Ensino Superior no governo Serra. Essa entidade é mais uma entre vários institutos e fundações que se valem do renome da universidade pública para receber enorme quantidade de recursos públicos.

- De 2001 a 2006 essa entidade firmou diversos contratos sem licitação com o Governo do Estado de SP, no valor total de R$ 90 milhões de reais (valor corrigido) . Quase todas as secretárias de governo contrataram a UNIEMP por dispensa de licitação.

- A Uniemp é o que poderíamos chamar de “superong”, realizando desde serviços de “clipping” para a imprensa oficial do estado até o gerenciamento da construção da fábrica da FURP em Américo Brasiliense.

- O Ministério Público de SP está investigando esta avalanche de contratos com dispensa de licitação.

- Principais envolvidos:

Sérgio Kobayashi: ex-diretor da Imprensa Oficial do Estado e da FDE (Fundação Estadual para o Desenvolvimento da Educação), no governo Alckmin. Quando secretário de comunicação no governo Serra na prefeitura de SP, contratou o Instituto UNIMEP por R$ 1,5 milhão. Sérgio Kobayashi, enquanto presidente da FDE, enviou carta ao presidente desta ONG chamando-o de “meu amigo”. Sergio Kobayashi tem ONG própria – o IPK/Instituto Paulo Kobayashi -, cuja inauguração teve a participação do então prefeito José Serra. Esta ONG recebeu mais de R$ 400 mil do governo do Estado e da Prefeitura de SP nos últimos dois anos. Sérgio Kobayashi torna-se, posteriormente, um dos coordenadores da campanha de Kassab e Serra. Esta situação revela que o governo de SP tornou-se, sob a égide do PSDB, um governo de amigos.

Berenice Giannella: ex-presidente da Funap e atual dirigente da Febem/CASA, realizando contratos sem licitação com a ONG.

Waldir Catanzaro: ex-dirigente do DERSA e diretor financeiro

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